Redação Rota Araguaia
Júlio Campos, líder do partido União Brasil, expressa sua crença de que mesmo com a condenação por corrupção do ex-governador Silval Barbosa, ele ainda possui chances de ser eleito como deputado federal em Mato Grosso. O deputado estadual reconhece as inúmeras falhas do governo de Silval, porém destaca que deixou um legado de obras. Essas declarações foram feitas durante o podcast "Pinga Fogo," apresentado por Rosenwal Rodrigues, sindicalista, e Enock Cavalcanti, jornalista, na manhã desta segunda-feira, disponível no YouTube.
"Na política, nunca se pode subestimar a capacidade de ressurreição de um político. Um exemplo claro disso é Silval Barbosa, um indivíduo condenado e confirmado como corrupto pela Justiça, além de ser um delator. Mesmo assim, se ele decidir concorrer como deputado federal e sua candidatura for confirmada, ele tem boas chances de ser eleito em Mato Grosso", afirmou Júlio Campos.
Silval Barbosa possui uma longa carreira política e foi condenado por liderar um esquema de recebimento de propinas em troca de concessões de incentivos fiscais, que resultou na retirada de mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Ele admitiu o crime e foi sentenciado a 20 anos de prisão, cumprindo 21 meses em regime fechado, de 17 de setembro de 2015 a 13 de junho de 2017, e mais 23 meses em prisão domiciliar, de 13 de junho de 2017 até 15 de maio de 2019.
Apesar de todos os escândalos envolvendo Silval Barbosa, Kennedy de Jesus Marques, chefe de gabinete de Júlio Campos, se tornou réu em fevereiro de 2023 em um processo relacionado à Operação Arqueiro. Essa operação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante o mandato da primeira-dama Roseli Barbosa na Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), devido a desvios de R$ 8 milhões. Na época, Kennedy era assessor da Setas.
Apesar desse processo, Júlio Campos optou por manter Kennedy em seu gabinete, argumentando que nada foi comprovado e que ele pode ser inocente. O deputado ressaltou: "Não é todo indivíduo que enfrenta um processo que se torna réu. Eu não gosto de emitir julgamentos precipitados. Kennedy foi de grande auxílio durante minha campanha e vem desempenhando um excelente trabalho no meu gabinete. Ele me informou quando foi indiciado e colocou seu cargo à disposição, mas eu recusei, especialmente porque se trata de um processo antigo."
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